Compreender a dinâmica de vírus respiratórios

A temporada de gripe deve o seu nome às infecções pelo vírus influenza. No entanto, é de conhecimento comum que outros vírus respiratórios não influenza (NIRVs) que causam doenças semelhantes à influenza (ILI) circulam em paralelo e podem causar diferentes infecções respiratórias agudas graves (SARI). Esses vírus incluem o coronavírus humano comum (hCoV), o vírus sincicial respiratório (RSV) ou metapneumovírus, entre outros. As infecções por todos este vírus contribuem para a morbidade e mortalidade desta epidemia sazonal.
A pandemia de COVID-19 sublinhou ainda mais a importância da monitorização de diferentes vírus respiratórios. No entanto, e apesar de grandes esforços serem desenvolvidos para compreender a dinâmica da gripe e da COVID-19, sabe-se muito menos sobre outros NIRVs e quais os factores que podem influenciar a sua dinâmica. Dois potenciais factores externos são 1) o clima (e possivelmente as alterações climáticas), uma vez que desempenha um papel importante na transmissão de várias infecções transmitidas pelo ar; e 2) o comportamento humano.


Neste projecto estamos a investigar a incidência e a dinâmica sazonal de vários NIRVs em diferentes localizações geográficas e latitudes e sua relação com o clima e com o comportamento. Para dissociar os dois factores, aproveitamos o facto de a pandemia de COVID-19 ter perturbado a correlação entre o clima e o comportamento: as pessoas estiveram em confinamento durante diferentes alturas do ano.
Encontrámos um padrão curioso em que, antes da pandemia, o clima tinha um papel significativo na incidência de doenças, enquanto durante a pandemia o número de viagens parecia mais importante. Este resultado aponta para uma interação complexa entre clima e comportamento que merece mais investigação




ANDAMENTO


Data de início: 1 de Fevereiro de 2021

Data de término: 1 de Dezembro de 2023


voltar